Começaram as férias, olha só que maravilha! As minhas vão até dia 15/12, depois começa o pique no hotel e eu não paro até o começo das aulas. As vezes dou umas escapadas lá e cá para fazer alguma coisa, mas é raro.
Comprei uma bicicleta bacana para dar umas voltas com o William, um amigo muito querido, nestas férias, todo sábado, refazer algumas trilhas que fazíamos à muitos anos atrás.
Aliás, quase morri em uma decida ontem. O guidão soltou. Sorte, não? Mas já resolvi o problema, acredito que não passarei o mesmo apuro tão cedo.
Apesar de tudo, o começo das férias está gostoso: Estou lendo bastante e curtindo o silêncio que faz parte da rotina dos que vivem afastados da cidade para pensar, pensar, pensar...
Muita coisa aconteceu nesse ano que vai indo embora. E a vida mal começou: ainda há tudo para decidir e muito o que viver. Apesar de todos os acontecimentos catastróficos que fazem parte dos noticiários que inundam a programação da TV aberta, consigo ver o futuro com um bocadinho de esperança e até otimismo. Sinto que minha idade permite que eu faça qualquer coisa e tome o rumo que quiser. Ainda dá tempo.
Prometo que escreverei mais nas férias, à noite, "quando está escuro, e ninguém te ouve".
Até mais :)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Onde tudo isso aqui começa!
Olá, seja lá quem for. Não criei isso aqui para ganhar acessos. Sempre senti vontade de escrever mas nunca tive tempo e nem estímulos para começar, só hoje. Sou daqueles que acreditam que escrever é um momento para pensar, refletir e tirar conclusões e sempre fui de criar teorias e conclusões para tudo. Quem sabe escrevendo saia algo que preste? Logo descobrirei.
Sem mais delongas, chamo-me Bruno Ginghini Marchese, sou gordinho (estou pegando leve) e tenho atualmente 17 anos, apesar de sentir que essa idade não condiz comigo. Por vezes me acho mais velho, por outras me pego agindo e pensando como criança. Moro em Socorro, no fundinho do interior de São Paulo. Aqui é verde, sabe? Bem verde. Eu gosto de verde, me dá algum tipo de esperança. Os passarinhos estão piando com vigor, não dá para separar o som de um pio do outro. Não ligue para os devaneios, se não acha-os legais pare aqui a leitura porque, como já expliquei, não tenho nenhum comprometimento em ser "legal". Retomando, a vida em Socorro é inóspita, infecciosa e letal. Você se torna um socorrense mais cedo ou mais tarde e não há como fugir disso, só fugindo daqui mesmo. Não tenho muitas amizades, talvez por superestimar o significado da palavra. Amizade para mim é contratual e mútua, regada à nesgas de coerência. Eu achava que tinha amigos, e de fato devo ter tido. Acontece que eu mudei e eles mudaram, foram "ensocorrados". Já não acontece mais, entende? Não há mais do que rir, do que conversar, do que nos entreter sem que em algum momento meus valores choquem-se com os deles de maneira severa. Não estou dizendo que desprezo maneiras de agir e pensar diferentes das minhas, nada disso, mas para criar um vínculo de amizade é necessário, no mínimo, algum entrosamento de idéias. Está frio aqui na recepção. A é, ainda não contei? Pausa para re-ler. É, não contei. Moro num hotel, faz mais ou menos 1 ano e meio. Antes aqui era apenas minha chácara, onde brinquei, comi mexerica ao pé da árvore, enchi-me de carrapatos e os dedos de ferpa e enfim cresci. Crescer é estranho. Você vai crescendo, não existe medida de tempo, você cresce, cresce e pronto, cresceu. Definitivo. A vida passa de maneira descontrolada, como se tivesse pressa de terminar. Antes do hotel aqui era muito sossegado, agora é apenas sossegado. Eu tive vizinhos que foram e que ainda são meus amigos, pessoas interessantes com histórias interessantes, e que na maioria já não tem mais interesse em mim, estão mergulhados em suas vidas. Hoje eu recebo pessoas que eu não conheço, as trato com gentilezas e polidez. Sempre trato as pessoas assim, e sempre espero o mesmo delas. Me parece que gosto de me decepcionar, esta foi a primeira conclusão que consegui nesse texto. Parei um pouco porque um hóspede acabou de chegar, mas já foi.
Talvez se eu cobrasse menos das coisas e pessoas as decepções tornariam-se exceções. Se você está pretendendo seguir isso aqui, não se preocupe: As próximas postagens não serão confissões chorosas como esta. É que como vocês já devem ter percebido a grande parte das coisas que eu falo é apenas blábláblá, daí o nome do blog. É meio que um vício: Se me derem brecha para falar eu falo e na maioria das vezes as pessoas não querem ouvir. Já me acostumei.
Talvez eu use algum conteúdo áudio visual aqui e ali, caso sinta necessidade. A você que aguentou ler até aqui, mesmo que com um pouco de fadiga, o meu muito obrigado! Deixarei a hipocrisia de lado, se visitarem este blog será bom, me sentirei um pouco mais valorizado. Falta-me essa sensação.
Sem mais delongas, chamo-me Bruno Ginghini Marchese, sou gordinho (estou pegando leve) e tenho atualmente 17 anos, apesar de sentir que essa idade não condiz comigo. Por vezes me acho mais velho, por outras me pego agindo e pensando como criança. Moro em Socorro, no fundinho do interior de São Paulo. Aqui é verde, sabe? Bem verde. Eu gosto de verde, me dá algum tipo de esperança. Os passarinhos estão piando com vigor, não dá para separar o som de um pio do outro. Não ligue para os devaneios, se não acha-os legais pare aqui a leitura porque, como já expliquei, não tenho nenhum comprometimento em ser "legal". Retomando, a vida em Socorro é inóspita, infecciosa e letal. Você se torna um socorrense mais cedo ou mais tarde e não há como fugir disso, só fugindo daqui mesmo. Não tenho muitas amizades, talvez por superestimar o significado da palavra. Amizade para mim é contratual e mútua, regada à nesgas de coerência. Eu achava que tinha amigos, e de fato devo ter tido. Acontece que eu mudei e eles mudaram, foram "ensocorrados". Já não acontece mais, entende? Não há mais do que rir, do que conversar, do que nos entreter sem que em algum momento meus valores choquem-se com os deles de maneira severa. Não estou dizendo que desprezo maneiras de agir e pensar diferentes das minhas, nada disso, mas para criar um vínculo de amizade é necessário, no mínimo, algum entrosamento de idéias. Está frio aqui na recepção. A é, ainda não contei? Pausa para re-ler. É, não contei. Moro num hotel, faz mais ou menos 1 ano e meio. Antes aqui era apenas minha chácara, onde brinquei, comi mexerica ao pé da árvore, enchi-me de carrapatos e os dedos de ferpa e enfim cresci. Crescer é estranho. Você vai crescendo, não existe medida de tempo, você cresce, cresce e pronto, cresceu. Definitivo. A vida passa de maneira descontrolada, como se tivesse pressa de terminar. Antes do hotel aqui era muito sossegado, agora é apenas sossegado. Eu tive vizinhos que foram e que ainda são meus amigos, pessoas interessantes com histórias interessantes, e que na maioria já não tem mais interesse em mim, estão mergulhados em suas vidas. Hoje eu recebo pessoas que eu não conheço, as trato com gentilezas e polidez. Sempre trato as pessoas assim, e sempre espero o mesmo delas. Me parece que gosto de me decepcionar, esta foi a primeira conclusão que consegui nesse texto. Parei um pouco porque um hóspede acabou de chegar, mas já foi.
Talvez se eu cobrasse menos das coisas e pessoas as decepções tornariam-se exceções. Se você está pretendendo seguir isso aqui, não se preocupe: As próximas postagens não serão confissões chorosas como esta. É que como vocês já devem ter percebido a grande parte das coisas que eu falo é apenas blábláblá, daí o nome do blog. É meio que um vício: Se me derem brecha para falar eu falo e na maioria das vezes as pessoas não querem ouvir. Já me acostumei.
Talvez eu use algum conteúdo áudio visual aqui e ali, caso sinta necessidade. A você que aguentou ler até aqui, mesmo que com um pouco de fadiga, o meu muito obrigado! Deixarei a hipocrisia de lado, se visitarem este blog será bom, me sentirei um pouco mais valorizado. Falta-me essa sensação.
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