sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Onde tudo isso aqui começa!

Olá, seja lá quem for. Não criei isso aqui para ganhar acessos. Sempre senti vontade de escrever mas nunca tive tempo e nem estímulos para começar, só hoje. Sou daqueles que acreditam que escrever é um momento para pensar, refletir e tirar conclusões e sempre fui de criar teorias e conclusões para tudo. Quem sabe escrevendo saia algo que preste? Logo descobrirei.

Sem mais delongas, chamo-me Bruno Ginghini Marchese, sou gordinho (estou pegando leve) e tenho atualmente 17 anos, apesar de sentir que essa idade não condiz comigo. Por vezes me acho mais velho, por outras me pego agindo e pensando como criança. Moro em Socorro, no fundinho do interior de São Paulo. Aqui é verde, sabe? Bem verde. Eu gosto de verde, me dá algum tipo de esperança. Os passarinhos estão piando com vigor, não dá para separar o som de um pio do outro. Não ligue para os devaneios, se não acha-os legais pare aqui a leitura porque, como já expliquei, não tenho nenhum comprometimento em ser "legal". Retomando, a vida em Socorro é inóspita, infecciosa e letal. Você se torna um socorrense mais cedo ou mais tarde e não há como fugir disso, só fugindo daqui mesmo. Não tenho muitas amizades, talvez por superestimar o significado da palavra. Amizade para mim é contratual e mútua, regada à nesgas de coerência. Eu achava que tinha amigos, e de fato devo ter tido. Acontece que eu mudei e eles mudaram, foram "ensocorrados". Já não acontece mais, entende? Não há mais do que rir, do que conversar, do que nos entreter sem que em algum momento meus valores choquem-se com os deles de maneira severa. Não estou dizendo que desprezo maneiras de agir e pensar diferentes das minhas, nada disso, mas para criar um vínculo de amizade é necessário, no mínimo, algum entrosamento de idéias. Está frio aqui na recepção. A é, ainda não contei? Pausa para re-ler. É, não contei. Moro num hotel, faz mais ou menos 1 ano e meio. Antes aqui era apenas minha chácara, onde brinquei, comi mexerica ao pé da árvore, enchi-me de carrapatos e os dedos de ferpa e enfim cresci. Crescer é estranho. Você vai crescendo, não existe medida de tempo, você cresce, cresce e pronto, cresceu. Definitivo. A vida passa de maneira descontrolada, como se tivesse pressa de terminar. Antes do hotel aqui era muito sossegado, agora é apenas sossegado. Eu tive vizinhos que foram e que ainda são meus amigos, pessoas interessantes com histórias interessantes, e que na maioria já não tem mais interesse em mim, estão mergulhados em suas vidas. Hoje eu recebo pessoas que eu não conheço, as trato com gentilezas e polidez. Sempre trato as pessoas assim, e sempre espero o mesmo delas. Me parece que gosto de me decepcionar, esta foi a primeira conclusão que consegui nesse texto. Parei um pouco porque um hóspede acabou de chegar, mas já foi.

Talvez se eu cobrasse menos das coisas e pessoas as decepções tornariam-se exceções. Se você está pretendendo seguir isso aqui, não se preocupe: As próximas postagens não serão confissões chorosas como esta. É que como vocês já devem ter percebido a grande parte das coisas que eu falo é apenas blábláblá, daí o nome do blog. É meio que um vício: Se me derem brecha para falar eu falo e na maioria das vezes as pessoas não querem ouvir. Já me acostumei.

Talvez eu use algum conteúdo áudio visual aqui e ali, caso sinta necessidade. A você que aguentou ler até aqui, mesmo que com um pouco de fadiga, o meu muito obrigado! Deixarei a hipocrisia de lado, se visitarem este blog será bom, me sentirei um pouco mais valorizado. Falta-me essa sensação.

14 comentários:

  1. Gostei de suas palavras, e de como descreveu nossa cidade... rsrs
    Deixa disso, você não precisa do reconhecimento de ninguém para sentir que tem valor, mas se isso ajuda você, sinta-se um pouco mais valorizado: sempre que puder, passarei aqui.
    Beijos

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  2. Vi que havia um comentário e enquanto a página carregava fiquei imaginando quem seria. Você sempre surpreende. Beijos

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  3. E além disso , continuarei lendo esse blog!

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  4. Nem tenho palavras pra descrever esse blog , muito legal a iniciativa ... e pra quem é seu fã(eu) podemos conhecer um Rolandinho além da Games Fever , mesmo você não sendo tão famoso , é legal saber quem realmente você é .
    Abraços

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  5. Mesmo que você não sinta que seja valorizado o suficiente, lembre-se sempre que eu por toda a minha existência vou te levar dentro do meu coração e do meu pensamento, que você sempre será o meu melhor amigo e que você tem um valor incrível diante aos meus olhos. E que mesmo que você nunca sinta o mesmo e que você me esqueça, que você não me dê tanta importância e tanta atenção eu sempre vou te amar. Você é meu tudo, meu melhor de todos ♥
    Você é incrívelmente surpreendente, só o fato de você existir o mundo já é melhor, porque o que precisamos realmente é de pessoas como você. Eu te amo exatamente do jeitinho que você é.

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  6. Wall, você é especial pra mim e sabe disso. Eu só tenho a agradecer esse TUDO que você tornou-se pra mim. Agradeço por existirem pessoas assim como você é. Um beijo imensamente imenso.

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  7. Poxa cara, o seu texto é fantástico, eu jamais leria um texto desse, mas a cada palavra me motivava aler mais e mais uma, e assim foi até a ultima linha, poxa Bruno, eu acho que você tem que se orgulhar, olha o país que você vive pessoas sem moral, pessoas sem caracter...Pessoas que não passam de um plágio do USA e de outras potências.
    Gostei muito do seu texto, sou poeta, e como um bom poeta,gosto de admirar bons textos, que falam de nada, sobre nada, mas que no fundo, querem dizer tudo.

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  8. Amore, como ousa dizer-se desvalorizado!?!?!?!?! Como assim, Bial?!?!?!?!?! Meu amor não conta nada, é? Você é meu fofo, meu querido, meu chuchu com ovo!

    Manô

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Manô minha querida, lógico que considero seu amor. Você é especialíssima pra mim, sabe disso!

    Beijo.

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  11. Seu texto é MARAVILHOSO...PARABÉNS.

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  12. Mto bom texto, parabéns, escreve bem, continue a escrever que eu sempre vou ler o quanto antes, abraços do Castelinhos :)

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