segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ladra

Foi assim mesmo sem eu perceber. Agora que já aconteceu eu me pego pensando no motivo. Talvez seja o olhar, o falar doce, a história gostosa de admirar. Talvez seja o seu eu de dentro, que combina com o você de fora tão bem. Conjecturas. Dessas coisas não se sabe a razão.
A verdade verdadeira, a escrita pelo claro, é que você agora está em tudo:
Invadiu os poemas que eu já sabia de cor,
As músicas que eu ouço no escuro,
Os meus 10 livros prediletos,
As frases que eu leio nos muros,
Os 20 segundos que antecedem meu sono.
Roubou de mim o sossego da mente, os tópicos do meu raciocínio maquinal, o alívio do gole quente de  café.
Roubou esses minutos dos quais me desfiz para escrever sobre você.
Na verdade, acho que isso aqui não se trata de você. Trata-se de mim tentando entender porque me apaixonei por uma ladra.

2 comentários:

  1. Queria que alguém me mandasse cartas assim

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  2. Já dizia Fernando Anitelli; "Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar".

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